Fone: (63) 3214-1969

(Segunda à Sexta)

(63) 99208-2676

Whatsapp

sindesto@gmail.com

Envie-nos um email

Sem regularização dos pagamentos, hospitais paralisam atendimentos eletivos ao Servir e à rede complementar do SUS

  • Home
  • Notícias
  • Sem regularização dos pagamentos, hospitais paralisam atendimentos eletivos ao Servir e à rede complementar do SUS

Após sucessivas tentativas de negociação com o Governo do Estado, Sindesto informa que suspensão dos serviços eletivos terá início nesta quarta-feira, 5 de agosto

 

O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (Sindesto) vem a público alertar a sociedade sobre a grave situação enfrentada pelos hospitais, clínicas e demais prestadores da rede privada complementar que atendem usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Servir).

Antes de comunicar a suspensão dos serviços eletivos, o Sindesto buscou uma solução junto ao Governo do Estado por meio de reuniões, ofícios e notificações formais, inclusive com documentos entregues pessoalmente a representantes do Estado. No entanto, nenhum dos ofícios e nenhuma das notificações encaminhadas pelo Sindicato recebeu resposta do Governo do Estado.

Todos os dias, essas instituições mantêm portas abertas para garantir assistência à população. São profissionais que trabalham ininterruptamente, medicamentos que precisam ser adquiridos, equipamentos que exigem manutenção, leitos que permanecem disponíveis e serviços que não podem esperar. A saúde acontece diariamente e não pode ser interrompida.

Um levantamento realizado pelo Sindesto com instituições afiliadas demonstra que, juntas, elas realizam aproximadamente 45 mil procedimentos todos os meses, entre consultas, exames, cirurgias, internações e terapias. Nesse mesmo período, prestam assistência a cerca de 6,5 mil pacientes, número que representa apenas parte da rede.

Essas unidades também sustentam uma estrutura essencial para a assistência em saúde no Tocantins. Somente entre os hospitais que participaram do levantamento, são 202 leitos ativos, 78 leitos de UTI, 17 salas cirúrgicas e mais de 5,6 mil profissionais envolvidos diretamente no atendimento, entre médicos, enfermeiros, técnicos, equipes assistenciais, administrativas e de apoio. Por trás de cada número existem pessoas, famílias e pacientes que dependem da continuidade desses serviços.

Os atrasos nos pagamentos têm colocado essa estrutura sob crescente pressão. Hospitais estão com dificuldades para manter o fornecimento de medicamentos, materiais hospitalares, órteses, próteses, gases medicinais e outros insumos indispensáveis ao atendimento. Também enfrentam desafios para honrar a folha de pagamento, remunerar profissionais, manter contratos com fornecedores e preservar a capacidade operacional das unidades. Para continuar atendendo, muitas instituições têm recorrido a empréstimos e assumido custos financeiros cada vez maiores.

O Sindesto reforça que esta não é apenas uma preocupação das instituições de saúde. É uma situação que afeta diretamente toda a sociedade. Se essa rede deixar de funcionar plenamente, milhares de consultas, exames, cirurgias, internações e terapias precisarão ser absorvidos por outros serviços, aumentando a pressão sobre a rede pública, ampliando filas de espera e dificultando ainda mais o acesso da população à assistência.

O Sindicato, no entanto, não deseja a interrupção dos atendimentos. A medida foi adotada somente após o esgotamento das tentativas de diálogo e diante da ausência de uma solução efetiva para a regularização dos pagamentos. Nesse cenário, não restou alternativa às instituições representadas pela entidade.

Assim, os hospitais e estabelecimentos afiliados ao Sindesto suspenderão, a partir desta quarta-feira, 5 de agosto, os serviços eletivos destinados aos usuários do Servir e da rede complementar do SUS, preservando os serviços cuja continuidade seja determinada por lei ou por decisão judicial. “A entidade lamenta profundamente que a população seja a principal afetada por essa situação e reafirma que permanece aberta ao diálogo, na expectativa de que a regularização dos pagamentos possibilite o restabelecimento dos atendimentos o mais breve possível”, ressaltou o presidente do Sindesto, Thiago Antônio de Sousa.

Leave A Comment